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28.09.20
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“É possível fazer mais com menos”
Fonte: Procel Info - 29.09.2020
Tiago Reis, para o Procel Info
Minas Gerais – A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é um complexo siderúrgico integrado, que atua nos setores de siderurgia, mineração, logística, cimento e energia. Atualmente, entre seus ativos, a empresa conta com uma usina siderúrgica integrada; cinco unidades industriais, sendo duas delas no exterior; minas de minério de ferro, calcário, dolomita e estanho; uma forte distribuidora de aços planos; terminais portuários; participações em ferrovias; e participação em duas usinas hidrelétricas.

Neste ciclo do Programa Aliança, a CSN participou com duas plantas industriais: uma siderúrgica em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, e uma fábrica de cimentos, no município mineiro de Arcos. Na unidade de Volta Redonda, o Programa Aliança trabalhou em 11 linhas de ação, sendo a maioria em sistemas de gás natural e energia elétrica. Já em Arcos foram desenvolvidos seis trabalhos, tendo como foco a área de energia elétrica.

Em conversa com o Procel Info, o Gerente de Planejamento de Energia da CSN, Diogo Costa de Santana, detalhou os trabalhos realizados nas duas unidades e os principais ganhos obtidos com o apoio da equipe técnica do Programa Aliança.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

AVALIAÇÃO GERAL DO PROGRAMA ALIANÇA

Da nossa parte, consideramos que a avaliação é muito positiva. Temos alguns gargalos técnicos para avançar para alguns projetos de eficiência energética, mas com a participação da equipe do Programa Aliança conseguimos avançar bastante na viabilidade desses projetos. Eram pontos que já eram conhecidos da unidade, mas não havia como quantificar as perdas. Então, foi legal a participação do Aliança, porque o pessoal fez um acompanhamento, fez as simulações necessárias e aí conseguiram avaliar tais custos que estavam sendo gastos com processos não eficientes. Essas avaliações nos deram argumentos e bases para lançar as soluções para esses problemas e tornar a unidade mais eficiente na utilização da energia.

INTEGRAÇÃO UNIVERSIDADE/EMPRESA

Na minha visão, existe um certo preconceito por parte da indústria de que o pessoal da universidade ficava muito preso na parte teórica e muitas das vezes apresentando soluções que não tinham nada a ver com a prática e o dia a dia das equipes que trabalham no ambiente industrial. Contudo, a avaliação da equipe que trabalhou na nossa unidade foi muito positiva. Teve aquele preconceito inicial; no entanto, ao passar o tempo, o pessoal percebeu que a equipe da Universidade de Campina Grande entendia os problemas que estavam sendo colocados pela equipe técnica da CSN Industrial, e aí, passado um tempo, eles começaram a falar a mesma língua. Vencida essa barreira inicial, eles [equipe técnica do Programa Aliança] começaram a dar sugestões, que na maioria das vezes foram acatadas, havendo uma integração em que o trabalho de uma equipe complementava o trabalho da outra. E, de fato, essa complementação ajudou para que tivéssemos bons resultados. Foram apresentados bons projetos que resultaram em redução de custos para a CSN.

BENEFÍCIOS ENERGÉTICOS E AMBIENTAIS

Uma das nossas fábricas é em Volta Redonda (RJ), que é uma siderúrgica. Já a de Arcos (MG) é uma planta de cimento. O ganho foi mapeado em torno de R$ 45 milhões, valor que poderia ser investido como custo evitado por melhorias de processos e eficiência energética. É um valor bem considerável e chamou bastante a atenção da nossa diretoria. E os bons resultados vislumbrados em Volta Redonda motivaram a implantação também em Arcos. Por ser menor, a planta identificou um potencial menor de redução, de R$ 3 a R$ 5 milhões, que é um valor bem significativo também. Em termos ambientais, isso se reflete em aproveitamento de calor de processo, aproveitamento, no caso de Volta Redonda, de gases do processo siderúrgico, para gerar mais energia e evitar o consumo de gás. Diminuição do consumo de água também foi um aspecto positivo que conseguimos com os projetos implementados junto com a equipe do Programa Aliança.

LEGADO DO PROGRAMA ALIANÇA

Eu acho que foi um momento de bastante reflexão e de ver que dá para se fazer diferente. O que ajudou bastante nesse processo foi que o modelo computacional trazido pelo Programa Aliança faz com que você, no dia a dia, não fique testando oportunidades ali. Seja de aumentar um calor de um forno, mexer em algumas coisas no processo, porque a produção exige uma rotina mais dinâmica. Mas, modelando a fábrica de forma computacional, você consegue verificar pontos de melhoria dos processos. E eu acho que isso é o que foi legal, já que permitiu as equipes analisar onde poderia haver essas melhorias. Então, isso foi bem legal, já que mostrou para as pessoas que estão há muitos anos fazendo aquilo na unidade que dá para fazer diferente. Dá para buscar algumas oportunidades, mesmo num processo que a pessoa já toca há muito tempo. A questão de eficiência energética é um ponto que sempre tem que ser recordado. Só que, infelizmente, é um ponto que acaba ficando no esquecimento, e projetos de aumento de produção acabam deixando projetos de eficiência energética em segundo plano. Então, eu acho que foi possível mostrar que dá para fazer diferente e que projetos de eficiência têm a sua importância também dentro da companhia.

MENSAGEM PARA O SETOR INDUSTRIAL

Olha, o recado que eu poderia deixar é que a empresa tem que sempre buscar, isso em qualquer segmento, fazer mais com menos. Na maioria das vezes, a eficiência energética não traz receitas, mas evita custos nos processos de produção. E isso, muitas vezes, tem uma fatia bem elevada que justifica o investimento. Por muitas vezes você não tem mais como aumentar a receita via aumento de produção. Então, redução de custos faz com que o seu negócio seja mais competitivo. É melhoria de processo, é melhoria em tudo. Então, seja lá qual for segmento, a ideia é essa mesmo, fazer mais com menos.
  
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