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Assunto: Panorama Nacional
18.04.22
|
Mesmo com a Bandeira Verde, consumo consciente de energia deve ser mantido
Hábitos adquiridos durante a vigência da Bandeira de Escassez Hídrica podem ajudar a neutralizar os aumentos das tarifas das concessionárias e a maior utilização de equipamentos com potência elevada por causa da mudança de estação
Tiago Reis, para o Procel Info
Rio de Janeiro – Desde o último sábado (16) as contas de luz estão em Bandeira Tarifária Verde, ou seja, sem nenhuma cobrança adicional nas faturas. Durante boa parte de 2021 e até o dia 15 de abril, devido à crise hídrica que afetou o nível de água das principais usinas hidrelétricas do país, os consumidores estavam pagando taxas adicionais por conta da Bandeira Vermelha e da Bandeira Escassez Hídrica, esta última com um acréscimo de R$ 14,20, a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A Bandeira Escassez Hídrica foi criada por conta dos níveis críticos dos reservatórios brasileiros, situação segundo a qual, para manter a segurança energética, foi necessário contratar energia elétrica produzida por fontes mais caras, como a térmica, além da importação de energia de países vizinhos. Com um período chuvoso favorável e a recuperação de parte do nível dos reservatórios, a Bandeira de Escassez foi extinta. Com a volta da Bandeira Verde, que não possui cobrança adicional, os consumidores poderão ter uma redução de até 20% no valor total da conta de energia.

Entretanto, o fim da Bandeira Escassez Hídrica não significa sinal verde para o gasto sem critério de energia elétrica. Nos últimos meses, para reduzir o valor pago na conta de luz, muitas pessoas conseguiram mudar os hábitos de consumo de energia, e esse comportamento deve ser mantido nos próximos meses. Mesmo com a Bandeira Verde, algumas concessionárias estão passando por processos de revisão tarifária, o que pode neutralizar esse desconto nos próximos meses.

Em março, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou os reajustes nas tarifas das principais distribuidoras de energia do estado do Rio de Janeiro. O reajuste da Enel Distribuição Rio foi de 17,14% para os clientes residenciais, 15,38% para os consumidores de alta tensão (indústria e comércio), e 17,39% para os de baixa tensão. Já o reajuste da Light foi de 15,41% para as residências, 12,89% para os consumidores de alta tensão e 15,53% para os de baixa tensão. Neste mês de abril, os clientes da Energisa Mato Grosso tiveram um reajuste médio de 22,5% nas contas de luz. Consumidores da CPFL Paulista, CPFL Santa Cruz e Energisa Paraíba também passaram por reajustes tarifários no último mês.

Mudança de estação merece atenção

Além das revisões tarifárias, o consumidor também deve ficar atento à mudança de estação. Com o fim do verão e as temperaturas ficando mais amenas em boa parte do Centro-Sul do Brasil, o uso do ar-condicionado, ventiladores e refrigeradores torna-se menos intenso. Em compensação, equipamentos que geram calor passam a ter um protagonismo maior no cotidiano de utilização de aparelhos elétricos, pressionando o consumo, que, sem controle, pode representar até 50% valor total da conta de luz.

O especialista em eficiência energética do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), Victor Zidan da Fonseca, recomenda que, neste período com temperaturas mais baixas, sejam feitos os ajustes e revisões necessários em equipamentos como refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado. São medidas simples que evitam o desperdício e resultam em uma economia significativa de energia elétrica.
Com a chegada do outono e do inverno, os aparelhos que geram calor são utilizados com mais frequência. Utilização com cautela é recomendada para evitar um salto no valor da conta de luz

“Com a chegada da estação do outono, as temperaturas começam a diminuir fora e dentro de casa. Neste momento, já possível mudar o seletor de temperaturas do refrigerador para uma posição diferente da utilizada durante a estação do verão. Desta forma, o refrigerador poderá gastar menos energia elétrica para manter os alimentos refrigerados. Também com o outono, já é possível utilizar o ventilador para climatizar o ambiente em vez do condicionador de ar. Aproveite este momento para fazer a limpeza do filtro do condicionador de ar e, se for necessário, a limpeza interna do equipamento“, explica Victor Zidan.

O especialista lembra que se o consumidor for adquirir novos eletrodomésticos, a preferência deve ser dada para os aparelhos com o Selo Procel de Economia de Energia, que são os mais eficientes disponíveis no mercado brasileiro. No caso dos aparelhos de ar-condicionado, além do selo, os equipamentos com a tecnologia inverter são mais econômicos em comparação com modelos sem essa tecnologia.

Outra orientação diz respeito aos equipamentos que geram calor. Chuveiro elétrico, aquecedor de ambiente, máquina de secar roupa, ferro de passar, secador de cabelos, cafeteiras, sanduicheiras e fritadeiras são aparelhos com potência elevada e devem ser utilizados com cautela para evitar sustos na conta de luz. No caso do chuveiro elétrico, a utilização na posição inverno pode representar um acréscimo de mais de 30% no consumo mensal de energia elétrica.

Fique de olho na iluminação e equipamentos em stand by

O outono e, posteriormente, o inverno mudam radicalmente os hábitos de utilização da energia elétrica. Além do chuveiro elétrico, a iluminação artificial é utilizada em maior tempo, já que em boa parte do país o amanhecer chega por volta das 07h00 da manhã e a noite começa pouco depois das 17h00. Nesse quesito, a utilização de lâmpadas LED pode proporcionar uma economia média de até 80% em comparação às lâmpadas incandescentes, sendo também vantajosa a troca de lâmpadas fluorescentes e halógenas pela tecnologia LED. Mesmo sendo mais cara, a economia proporcionada por essa tecnologia compensa. Outra alternativa para economizar energia é aproveitar da melhor maneira possível a iluminação natural, seja desobstruindo janelas com cortinas e persianas ou optar em utilizar locais com paredes de pinturas mais claras.

“Sempre que possível, procure utilizar o máximo de iluminação natural e acender as lâmpadas apenas durante a noite. Sobre as lâmpadas, substitua os modelos mais antigos, como as incandescentes, fluorescentes e halógenas, por lâmpadas e luminárias de LED. Já para quando for fazer uma leitura e pequenas tarefas, utilize iluminação dirigida, com a potência necessária, e assim obter mais conforto e economia. Outra forma de economizar é utilizar sensores de presença para ambientes de passagem ou de pouco uso, pois assim você não correrá o risco de deixar as lâmpadas acesas desnecessariamente”, explica Daniel Delgado Bouts, especialista em iluminação do Procel.

Ele também recomenda que em ambientes maiores seja feita a divisão dos circuitos de iluminação de forma a permitir o acionamento da iluminação necessária para a cada tarefa ou o ambiente desejado. Neste mesmo tipo de ambiente, também pode ser feito o uso de sistemas de dimerização, pois, essa estratégia, além de tornar o ambiente mais aconchegante, proporciona economia de energia.
Para quem ainda está trabalhando em sistema híbrido ou remoto a atenção deve ser redobrada para os sistemas de iluminação e dispositivos que funcionam em stand by

Outro ponto que merece atenção é o trabalho remoto. Como muitos brasileiros, por conta da pandemia da Covid-19, ainda estão trabalhando de casa ou em sistema híbrido, a utilização de dispositivos como computadores, laptops, tablets, celulares e TVs merece uma atenção especial. No caso do computador e notebooks, se for ficar um longo período sem utilização, o ideal é manter o equipamento desligado, já que mesmo com o monitor desligado, o equipamento continua consumindo energia. Já sobre o celular, mantenha conectado na tomada somente durante o período de recarga da bateria. O hábito de manter o carregador de celular conectado à tomada com o aparelho completamente carregado, além de consumir energia elétrica, também pode provocar acidentes domésticos. Evitar o modo stand-by das TVs também contribui para a redução do consumo de energia elétrica.

Com esses hábitos colocados em prática, independentemente da Bandeira Tarifária vigente, será possível evitar os desperdícios e manter a economia de energia minimizando o impacto das oscilações das tarifas no orçamento familiar ou das empresas.

Sobre as Bandeiras Tarifárias

O sistema de Bandeiras Tarifárias, criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2015, funciona como uma sinalização para que o consumidor conheça, mês a mês, as condições e os custos de geração de energia elétrica no Brasil. Nos períodos em que a produção nas usinas hidrelétricas está favorável, aciona-se a Bandeira Verde, sem acréscimos na conta por ser a fonte de energia com o custo mais barato. Em condições menos favoráveis, em que os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão abaixo do recomendável, e para garantir a segurança do setor elétrico, é necessário contratar energia por meio de fontes mais caras (térmicas ou importação de energia). Ao se contratar energia adicional, podem ser acionadas a Bandeira Amarela, Vermelha Patamar 1 ou Vermelha Patamar 2. Porém, desde setembro de 2021, por conta da maior seca dos últimos 91 anos, houve a criação, em caráter excepcional, da Bandeira Escassez Hídrica, pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Com a melhora da situação hídrica, devido às chuvas nos últimos meses, houve o anúncio da retomada da Bandeira Verde. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o atual nível dos reservatórios das hidrelétricas deve garantir a manutenção da Bandeira Verde até o fim deste ano.
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