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Assunto: INDÚSTRIA
31.05.22
|
Nova fase do Programa Aliança vai promover eficiência energética em 24 plantas industriais
Com investimento superior a R$ 20 milhões, Aliança 2.0 tem como meta aumentar a competitividade da indústria brasileira por meio de melhorias da gestão de energia

Tiago Reis, para o Procel Info
Rio de Janeiro – Após um primeiro ciclo de grande sucesso e reconhecimento, foi aberta na última sexta-feira (27), a Chamada Pública permanente do Programa Aliança . Batizado de Aliança 2.0, o novo ciclo do Programa visa reduzir os custos com energia em indústrias energointensivas, além de aumentar a eficiência energética em processos de produção. O projeto, idealizado pela Confederação Nacional da Indústrias (CNI), em parceria com a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace), Eletrobras – por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) – e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), tem como meta aumentar a competitividade da indústria brasileira com ações de eficiência energética. Para essa fase, serão investidos inicialmente R$ 20 milhões, para a elaboração e execução dos projetos para mitigar o consumo de energia elétrica. O valor será parcialmente custeado pelo Procel, por meio do Plano de Aplicação de Recursos (PAR 2018/2019), e o restante será aportado pela indústria participante, o que está alinhado com as melhores práticas mundiais de políticas públicas para o setor.

Por meio de acordos voluntários, as indústrias interessadas recebem consultorias de especialistas da UFCG para a implementação de medidas para a melhoria da performance energética. Neste ciclo, também haverá a participação de consultores, técnicos e alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que atuarão em conjunto com os demais parceiros na implementação das ações de eficiência energética nas plantas industriais.

Pioneiro e inovador, o Programa Aliança demonstrou para o segmento industrial viabilidade econômica da implementação de ações de eficiência energética em sistemas energointensivos. Na primeira etapa, que teve início em 2017 e foi concluída no segundo semestre de 2021, contou com a participação de doze plantas industriais com grande consumo de energia. Durante a vigência do Programa foi gerada uma economia de mais de 175 GWh, energia suficiente para abastecer uma cidade de 60 mil habitantes durante um ano. O custo evitado com a utilização de energia superou os R$ 120 milhões.

Neste novo ciclo, a Chamada Pública permanente do Programa Aliança irá selecionar até 24 indústrias energointensivas, que receberão um aporte do Procel de até R$ 400 mil, tendo que oferecer uma contrapartida mínima de igual valor. Ao firmar o acordo voluntário, os responsáveis por cada empresa se comprometem a trabalhar em conjunto com a equipe técnica do Programa na implementação do plano de ação elaborado para cada planta industrial. Se todo o recurso for empenhado, são esperados investimentos de mais de R$ 20 milhões nos 48 meses de vigência do Programa.

Para a superintendente de Programas de Governo da Eletrobras, Renata Leite Falcão, o crescimento do Programa Aliança representa um avanço na atuação do Procel no fomento da eficiência energética, já que a gestão dos insumos energéticos são tratados de forma mais ampla. Para ela, outro fator de destaque do Programa, é a parceria entre governo, indústria e universidade, que trouxe inúmeros ganhos para o setor.

“O Programa Aliança, devido aos seus diferenciais, representa um marco na atuação do Procel. Entre eles costumo sempre destacar: a apresentação de soluções não só voltadas para sistemas elétricos, mas também para sistemas térmicos; a questão do fortalecimento da cultura da eficiência energética; a aproximação exitosa da universidade da indústria; a atuação sinérgica com os sistemas térmicos e motrizes; a coparticipação das indústrias também em termos financeiros; e a adoção de acordo voluntários. Além desses diferenciais, no Programa Aliança 2.0 implementamos algumas melhorias, com relação à versão anterior do Programa, como por exemplo: otimização do processo gestão administrativa; participação do Senai visando ampliar a mão de obra técnica; seleção das indústrias por meio de Chamada Pública; ampliação do quantitativo de indústrias participantes; complementação da quantificação dos resultados energéticos implementados no ciclo anterior; execução de projeto piloto que envolva investimento em CAPEX, entre outros. É justamente no alinhamento dessas melhorias implementadas com os diferenciais do Programa é que está a nossa grande expectativa para os resultados do Aliança 2.0”, analisa Renata Falcão.
Programa Aliança 2.0 tem como meta ampliar os ganhos em eficiência energética alcançados no primeiro ciclo do Programa

Já o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, considera que o Programa Aliança proporcionou uma transformação no setor industrial mostrando que mesmo sem grandes investimentos é possível obter ganhos significativos com eficiência energética. Para ele, o Aliança sempre buscou trazer inovações para o setor industrial e a seleção das indústrias participantes por meio de uma chamada pública é uma delas.

“E o Aliança 2.0 inova na seleção das empresas: é a primeira vez que será realizada uma chamada pública com o objetivo de expandir o atendimento a empresas de todas as regiões do Brasil”, ressalta.

Opinião semelhante tem Victor iOcca, Diretor de Energia da Abrace. O executivo lembra que o Aliança trabalha, além da redução de custos com energia elétrica, em ações para tornar a produção industrial cada vez mais sustentável e amiga do meio ambiente.

“Um dos mantras na indústria para ser competitiva e sustentável é produzir mais com menos. Nesta conjuntura, em que os custos energéticos estão exorbitantes, e os consumidores eletrointensivos trabalham pela transição energética da sua produção, o Programa Aliança será uma importante oportunidade neste aprofundamento das ferramentas e ações pela eficiência energética ”, disse iOcca.

Melhorias implementadas no Aliança 2.0

Um dos diferenciais da metodologia do Aliança 2.0 é a seleção das indústrias por meio de uma Chamada Pública permanente para o preenchimento das 24 vagas disponíveis. Segundo o engenheiro mecânico da Eletrobras e integrante da coordenação do Programa Aliança, Samuel Moreira Duarte Santos, o objetivo da Chamada Pública é buscar criar oportunidades para a adesão de indústrias de vários segmentos e regiões do país, desde que atendam aos critérios definidos no edital. Samuel revela que a ideia da introdução da Chamada Pública mostra o sucesso que foi o primeiro ciclo do Programa Aliança, já que na etapa anterior, foi gerada uma fila de espera de indústrias interessadas em participar do Programa.

Para poder participar, além da inscrição na Chamada Pública, a indústria interessada deverá possuir uma demanda contratada mínima de 10 megawatts (MW) médio de potência elétrica, ou um consumo de energia anual médio de 87.600 MWh/ano ou, no mínimo, um consumo de energia térmica equivalente a 500.000 GJ/ano (gases e combustíveis). Cumprindo este requisito, a proponente deve se comprometer a fazer um aporte mínimo de R$ 400 mil e aderir um Acordo Voluntário, instrumento assinado entre a CNI e o parceiro industrial que formaliza a adesão ao Programa Aliança 2.0. O documento estabelece as responsabilidades de cada parte, especifica os prazos dos trabalhos e determina como serão feitos os aportes financeiros do Procel e da indústria participante. O Acordo Voluntário também inclui um Termo de Confidencialidade, no qual toda a equipe técnica do Programa Aliança se compromete em manter em absoluto sigilo sobre os dados, informações e documentos fornecidos pelo parceiro industrial. O Termo determina que as únicas informações que serão divulgadas pelo Programa Aliança se referem a dados do Resumo Executivo do plano de trabalho, no qual estão inseridos os resultados das ações de eficiência energética propostas, economia energética prevista e payback .

“O Programa Aliançou conseguiu quebrar diversos paradigmas ao longo da execução da sua primeira fase. Dentre elas é sempre importante destacar a atuação em processos industriais energointensivos, que, pela literatura pesquisada, é uma inovação no mundo quando da execução de políticas públicas em eficiência energética industrial; a celebração de acordos voluntários que é uma iniciativa pioneira no Brasil quando a temática é eficiência energética; a integração entre universidade e indústria; a coparticipação financeira da indústria, iniciativa essa que está em linha com as melhores práticas mundiais; o fortalecimento da cultura da eficiência energética; a abordagem em sistemas térmicos industriais, que é uma quebra de paradigma interno no Procel e que está baseado tecnicamente no fato desta fonte energética ser responsável por aproximadamente 82% do potencial de economia de energia no Brasil, conforme estudo realizado pelo próprio Procel em 2010 em conjunto com a CNI; abordagem em sistemas motrizes industriais das utilidades, conforme sempre foi defendido pelo Procel; dentre outras. Por todos esses diferenciais, nada mais natural que o Programa ter a sua continuidade”, explica Samuel.
Objetivo da Chamada Pública é criar oportunidades para a adesão de indústrias de vários segmentos e regiões do Brasil

No dia a dia de execução do Programa haverá poucas alterações. Após a seleção da planta industrial, a equipe técnica do Aliança 2.0 tem até 90 dias para modelar os principais processos industriais da empresa participante e identificar oportunidades de aperfeiçoamentos para a redução do consumo de energia e, consequentemente, dos custos operacionais. Na sequência é construído um Plano de Trabalho de 24 meses para que as ações identificadas sejam efetivamente implantadas e os resultados previstos sejam alcançados.

Outro ponto destacado por Samuel é a parceria constante entre a indústria e instituições de ensino. Na primeira etapa, alunos e professores dos cursos de graduação e pós-graduação da área de Energia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) atuaram na equipe técnica do Programa Aliança, o que propiciou uma troca de experiências entre a teoria abordada na universidade e a prática de uma indústria energointensiva. Nesta nova etapa, além da UFCG, alunos e professores do Senai CIMATEC, com sede em Salvador – BA, também participarão da equipe técnica do Programa Aliança, o que vai permitir uma disseminação de conhecimento e formação profissional que contemplam desde os cursos técnicos até a pós-graduação.

“A integração entre universidade e empresa, promovido pelo Programa Aliança, proporciona benefícios em diversos aspectos, os quais podem ser nitidamente comprovados através dos excelentes resultados obtidos com o Programa Aliança 1. Através da engenharia conceitual, é possível obter soluções aliadas a uma postura estratégica que proporcionam melhoria e desenvolvimento de um ecossistema técnico-econômico. Os produtos gerados no Programa Aliança favorecem os processos produtivos ao mitigar desperdício de energia e maximizar o rendimento, sempre com foco no baixo investimento. O desenvolvimento destas soluções, baseados no conhecimento científico e tecnológico, é realizado de forma inovadora e criativa; característica fortemente presente na academia. Como resultado, temos a formação de recursos humanos altamente qualificada e o desenvolvimento de soluções para as mais diversas áreas dos setores produtivos industriais, aliadas a soluções que buscam mitigar impactos ambientais. Um dos grandes benefícios para a academia promovido pelo Programa Aliança é a vivência de como os diversos processos produtivos ocorrem na prática. O entendimento dos processos a partir dos pontos de vista prático e científico, sem dúvida, é capaz de contribuir muito com o desenvolvimento científico e tecnológico do país. A expectativa é que no Aliança 2 esses benefícios se intensifiquem ainda mais ”, explica o professor do Departamento de Energia da Universidade Federal de Campina Grande, Romildo Brito, instituição de ensino parceira do Programa Aliança.

Avaliação energética complementar no Aliança 1

Com o aprendizado obtido no primeiro ciclo do Programa Aliança, novas avaliações foram incluídas na segunda fase do Programa. Samuel Moreira revela que no Aliança 2.0 está previsto um trabalho de visita nas 12 plantas industriais beneficiadas no Aliança 1 para que possa ser feita uma análise da evolução das ações implementadas posteriormente ao fim do Aliança 1. A ideia dessa visita é verificar se houve continuidade dos trabalhos iniciados dentro do Aliança, quantificar a economia de energia dos projetos implementados e verificar, inloco, se houve expansão para outras unidades das iniciativas implementadas. A reavaliação também pretende identificar se que a cultura da eficiência energética, como ferramenta para redução de custos, foi efetivamente implementada e eventualmente replicada em outras plantas do grupo.

Outro ponto destacado por Samuel é a implementação no Aliança 2.0 de pelo menos um trabalho envolvendo o conceito de CAPEX (Capital Expenditure). Ele lembra que, apesar da metodologia do programa priorizar projetos de eficiência energética que não envolvam necessariamente investimentos financeiros e com retorno econômico em um curto espaço de tempo, foi identificado nos trabalhos do Aliança 1 que iniciativas que necessitam de investimentos para aquisição de equipamentos podem proporcionar ganhos ainda maiores ao trabalho proposto pela equipe técnica do Programa Aliança. Nesse sentido, neste novo ciclo, em pelo menos uma das 24 plantas industriais selecionadas, será implementado o conceito CAPEX, que servirá como estudo de caso para análise e posterior implementação em outros ciclos do Programa Aliança.
Conceito de CAPEX será implementado em pelo menos um dos projetos selecionados para Aliança 2.0 para que a viabilidade seja analisada para posterior implementação em outros ciclos do Programa Aliança

“Pensando nisto e sempre implementando a melhoria contínua do processo, o Aliança 2.0 foi concebido para contemplar os diferentes pontos de melhoria identificados durante a primeira fase, a saber: internalização da metodologia na CNI por meio da participação técnica do Senai; processo de admissão das indústrias por meio de Chamada Pública Permanente; a introdução de um projeto de CAPEX, e demais melhorias administrativas de gestão do instrumento jurídico. Pelos diferenciais do programa alinhado com as melhorias implementadas, estou convicto que o Programa Aliança 2.0 também será um sucesso”, conclui Samuel.

As inscrições para a Chamada Pública Permanente do Programa Aliança podem ser feitas neste link. Para saber mais sobre as ações já desenvolvidas pelo Programa basta acessar o site www.programaaliancacni.com.br.
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